quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ainda confusa, mas tão tranquila e tão contente

Nossa... Um ano, dois meses e algumas mazelas depois, lembrei que um dia criei este blog, um dia postei neste blog, um dia me compromissei com este blog. Hoje, sem muito a fazer e fuçando as diversas pastas que escondo em "Meus Documentos", encontrei os restos mortais de "Benditas Coisas" e dei-me conta de que uma vida de um único dia é muito curta até para um blog.
Mais uma vez falando sobre a vida... É, acho que é só sobre a vida que posso falar, hoje, como era somente sobre ela que pude falar há um ano e dois meses. Sei lá, é mania, já. Converso sobre a vida até com meu alter-ego. Na realidade, acho que este blog é uma extensão do meu alter-ego. É feito por mim, para mim - ainda que o meu objetivo não seja torná-lo um "Querido Diário".
A vida é ex-tra-or-di-ná-ria, não é mesmo? É impressionante como ela rodeia, brinca, irrita, faz graça. Chego a acreditar que qualquer esforço que façamos pelo equilíbrio é mais um motivo de chacota para a vida. Ela muda o estado de espírito de qualquer um, seja para o bem, seja para o nem-tão-bem-assim.
Claro que acredito que isso dependa da forma como enxergamos a vida, também. Quanto mais valor damos a ela, mais somos afetados e bombardeados com suas provocações. E, talvez, em um dia, possamos ver essas tais provocações como positivas, enquanto noutro não vão nos passar de meras bobagens, catástrofes e afins.
De qualquer forma, é impressionante como ela brinca conosco. Na nossa vida ou na vida alheia. Ela nos encanta com crianças nascendo, filhotes de animais aprendendo a andar e sorrisos de pessoas que acreditamos não terem motivos para sorrir. Mas ela também nos envergonha com a ganância dos homens, com um crime violento passando na TV e a superficialidade do agora. É o "sacode" que a vida nos dá para decidirmos rápido se iremos viver ou apenas existir.
Existir é triste. Viva, criatura! Nada mais do que justo viver. Ainda tem gente que cisma em existir. Fala que a vida o obriga a isso, porque tem um dia-a-dia agitado, sem tempo para nada, sempre a "mesma mesmice"... O cotidiano é uma espécie de cadeia que te tranca atrás das grades da existência eterna e, como se não bastasse, da infelicidade e insatisfação?
Viver é bom. Seja grato por isso e apenas viva.